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Os Primeiros Habitantes

Há muito tempo atrás o Brasil era habitado por varias tribos indígenas, cujas origens, ainda hoje. são desconhecidas.
No século XVII, índios do tronco Túpi-Guarani empreenderam uma imigração de Sul para Norte do pais, em busca do "Paequerê"- a terra sem males, onde não se morre e a felicidade é eterna. Um grupo Tupi—Guarani, a tribo dos Paínguás (ou Paiaguás) atingiu a região do rio Piracicaba e espalhou suas aldeias pelas terras que hoje correspondem à Piracicaba, Limeira, Rio Claro. Pirassununga, até Mogi Mirim e Mogi Guassu.
Estes índios possuíam cabelos pretos e grossos amarrados em cima da cabeça formando um tufo. Andavam nus, com os corpos pintados com tinta, de urucum . Os chefes usavam cocar com três penas coloridas amarrados na testa. Viviam em casas (ocas), com um pátio central (ocara) onde eram realizados os rituais tribais. Os casamentos não podiam ser realizados entre parentes por isto os noivos sempre eram de aldeias diferentes, porém do grupo Painguá.
Cultivavam a mandioca e alimentavam-se também de frutas, raízes moles. palmito, larvas de besouro, da caça e da pesca. Suas armas eram o arco e flechas, machados e martelos de pedra polida.
O trabalho era dividido por sexo. Eram bons ceramistas, fabricavam vasos , pratos e urnas funerárias , enfeitadas com desenhos feitos com as unhas ou pauzinhos; e pintadas de vermelho, preto e branco. Acreditavam em "Mona", o Deus supremo, em outros deuses e na vida após a morte. Enterravam seus mortos na mata durante 2 ou 3 anos e posteriormente, abriam as covas, limpavam os ossos e guardavam em urnas funerárias enterradas dentro, ou ao lado da casa. Nestes locais colocavam potes de comida para as almas dos mortos se alimentarem.
Através da pesquisa constatou-se a existência da Gruta do Pilon , em Iracemapolis , onde. segundo antigos moradores, eram encontrados martelos e pontas de flechas indígenas.

A Ocupação do território Paulista - Século XVI

Este mapa, desenhado em 1631 por João Teixeira Albernaz representa uma parte da Capitania de São Vicente. Em primeiro plano aparecem Santos e São Vicente, vendo-se sobre as elevações a vila de São Paulo.

Nota-se, no mapa abaixo, que a Capitania de São Vicente estendia-se até a foz do Rio da Prata.Em São Vicente, o Padre Leonardo Nunes havia fundado um colégio destinado à educação de jovens indígenas e filhos de portugueses.O Padre Manuel da Nobrega decidiu transferir o Colégio para o planalto de Piratininga.

Pediu aos índios que tinham filhos nesta escola, que construissem uma cabana grande para o novo colégio.

Após a chegada de Cabral no Brasil, em 1500, Portugal demonstrou pouco interesse em povoar as novas terras. Durante algum tempo, o local onde hoje está a cidade de São Vicente foi utilizado apenas como ponto de parada de embarcações vindas da Europa. Alguns historiadores citam que nesse local foram encontrados alguns aventureiros europeus que sobreviviam como guias e intérpretes, pois conheciam a região e a língua indígena. São Vicente foi ponto de apoio para a exploração tanto do interior como do litoral.No ano de 1530, Martím Afonso de Souza construiu o primeiro engenho de açúcar e, dois anos depois, fundou a Vila de São Vicente. Nessa mesma época, o governo português tomou medidas para garantir a posse e explorar a terra. Em 1534, dividiu o território em várias capitanias hereditárias e a Capitania de São Vicente foi doada a Martim Afonso.O povoamento do interior só se desenvolveu quando os portugueses começaram a seguir trilhas conhecidas pelos índios e subiram a Serra do Mar.No alto da serra, fundaram um pequeno povoado chamado de Santo André das Bordas do Campo, em 1553. No ano seguinte, os jesuítas instalaram o Colégio de São Paulo, no chamado Planalto de Piratininga.A população de Santo André teve que abandonar o povoado e mudar-se para São Paulo, porque não tinha como defender-se dos constantes ataques dos índios. Como o Colégio de São Paulo estava situado num local mais elevado era fácil vigiar o avanço dos índios e defender-se de seus ataques. São Paulo tornou-se, então, a principal vila de onde os portugueses partiam para explorar o interior. A descoberta de ouro em alguns locais da Capitania de São Vicente aumentou as esperanças dos portugueses de encontrar grandes quantidades de ouro em outros lugares. Com esse objetivo, eles partiam de São Paulo, seguindo o curso dos rios e as trilhas que aprendiam com os índios. Essas expedições foram criando pequenos povoados que serviram de apoio para exploradores que vieram mais tarde e fundaram outros povoados no interior, onde, quase três séculos depois, surgiram Limeira, Rio Claro e Ipeúna.

A Ocupação do território Paulista - Século XVII

Os paulistas, que viviam no Planalto de Piratininga,

eram na maioria mamelucos, descendentes dos índios tupi, eles dormiam em redes e andavam descalços; suas casas tinham forma européia mas usavam materiais herdados dos índios como cobertura de palha e paredes de barro. As mulheres cuidavam da roça de milho e mandioca, além de vinha e trigo; os homens viviam da captura de índios.

No início do século XVII, Portugal dividiu o território brasileiro em Governo do Norte e Governo do Sul, mas as Capitanias Hereditárias continuaram a existir. Na Capitania de São Vicente eram cultivados produtos de subsistência, além de cana-de-açúcar. Porém os povoados ainda eram muito pobres. No Planalto de Piratininga vivia uma comunidade rústica e autônoma, pois situava-se longe dos principais centros da Colônia.Em 1610, os jesuítas receberam autorização do rei da Espanha para catequizar os índios que viviam nas regiões próximas do Rio Paraná. Isso favoreceu a penetração para o interior, no sentido do sul e do oeste. Os padres fundaram aldeamentos, onde juntaram indígenas dos grupos Guarani, Jê e Kaingang. Por volta de 1630, a expansão das missões jesuítas foi interrompida pela invasão de bandeirantes paulistas, que avançaram através de uma rede de caminhos indígenas chamada Peabiru.

Eles invadiam as missões, aprisionavam os índios e os vendiam como escravos para os engenhos do Rio de Janeiro e do Nordeste.Durante o Século XVII, predominaram as bandeiras de caça ao índio, mas haviam muitas bandeiras que procuravam ouro, prata e pedras preciosas. Surgiram também bandeiras contratadas para capturar negros e índios fugitivos. Todas elas não respeitaram o Tratado de Tordesilhas e, aos poucos, foram explorando o interior do continente, criando povoados ao longo dos caminhos. Esses lugares, no início, se constituíam em ranchos "toscos" para abrigar os viajantes. Com o aumento dos habitantes, a construção de uma capela, e a fixação de um padre, passavam a ser freguesias. Quando já possuíam Câmara Municipal, cadeia e o pelourinho passavam a vilas.As bandeiras de Bartolomeu Bueno da Silva foram as primeiras a percorrer a região onde hoje encontram-se Limeira, Rio Claro e Ipeúna. Os paulistas, para aprisionar índios, organizavam-se em expedições de centenas e até milhares de homens, chamadas Bandeiras. Por exemplo, a de Raposo Tavares contava com 69 bandeirantes, 900 mamelucos e 2 mil índios flecheiros. Eles percorriam o sertão, quase sempre a pé, durante meses ou anos; quando necessário, paravam, erguiam ranchos, plantavam roças, colhiam e seguiam adiante. Ás vezes, acampavam à margem de um rio para escavar canoas. As expedições que seguiam os cursos dos rios eram chamadas de "monções".

A Ocupação do território Paulista - Século XVIII

Logo no início do século, a descoberta de ouro em Minas Gerais atraiu grande número de colonos e mais de 300 mil portugueses. Como a produção de alimentos não era suficiente, houve fome. Os alimentos vinham de longe, carregadas por tropas de mulas.
Os portugueses exigiram privilégios na exploração do ouro, provocando sérios conflitos com os paulistas. As tensões levaram à Guerra dos Emboabas, na qual os paulistas foram derrotados. Eles passaram, então, a abrir novos caminhos e procurar outras minas, que foram encontradas em Goiás e Mato Grosso.
Na região sul da colônia, os paulistas tinham atacado as missões jesuítas, o gado criado pelos padres ficou abandonado, vagando pelos campos. Alguns paulistas passaram a aprisionar esse gado e vendê-lo. Isso exigiu que se abrissem caminhos do sul até as feiras de gado que aconteciam, principalmente, em Sorocaba.
O mais importante dos caminhos terrestres, que passava por Jundiai e Campinas, foi aberto em 1722 por Bartolomeu Bueno da Silva (0 Anhangüera) e ligava São Paulo a Cuiabá. Outro caminho, conhecido como "O Picadão", foi aberto por Luís Pedroso de Barros. Partindo de Itú, passava por Piracicaba, avançando na direção dos Sertões de Araraquara. Com o objetivo de promover a ocupação do território, ao longo das novas rotas, houve a doação de Sesmarias. Assim, as velhas trilhas dos Tupi e bandeirantes ficavam mais povoadas, pontilhadas de pousos.

No entanto, o rei de Portugal, sempre interessado na cobrança de impostos, proibiu a abertura de novas estradas e mandou fechar alguns caminhos, para forçar o tráfego pelo caminho do Anhangüera que desembocava em São Paulo, onde o ouro era fundido na Casa de Fundição.
A expansão do povoamento do interior paulista, no período de 1730 a 1775, deu-se em grande parte, pelo surgimento de povoados nos locais de pouso de tropas, que seguiam em direção ás minas. Assim, surgiram Limeira e Rio Claro, em terras localizadas entre o caminho do Anhangüera e O Picadão, cuja ocupação começou com a fundação de Piracicaba.

As sesmarias eram doadas pelo governo português para pessoas ricas e influentes, que tinham a obrigação de pagar o dízimo por 5 anos. Eram grandes propriedades, medidas em léguas (uma légua tem 6.600 metros). A doação iniciou-se com as Capitanias Hereditárias e estendeu-se até a Independência. Em São Paulo, essas terras foram exploradas com produtos de subsistência, no início, e depois com agricultura comercial de cana-de-açúcar.
Durante o século XVII, as bandeiras paulistas penetraram para o interior, expandindo a Capitania de São Paulo para o sul, o oeste e o norte. No século XVIII, a descoberta do ouro levou ao desmembramento de outras capitanias, reduzindo o território da Capitania de São Paulo.

 

O Início do Povoamento

As primeiras notícias sobre a região onde hoje está localizada a cidade de Limeira datam de 1682, quando o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva penetrou pelo interior do país em direção à Goiás. Posteriormente, já em 1722, seu filho, também denominado Bartolomeu Bueno da Silva, refez o caminho do pai, passando por esta região onde já havia um rancho tosco, sustentado por quatro grossos troncos de árvores e coberto com folhas secas.Esse rancho ficava à 27 léguas (162 Km) da cidade de São Paulo, às margens de um ribeirão denominado de Tatuhiby, e que servia de pouso para viajantes que iam em direção ao interior do país. A região era conhecida como Sertão do Tatuhiby e o pouso denominado de Rancho do Morro Azul, pois os viajantes ao se aproximarem do local avistavam uma elevação arredondada, colorida de azul. Posteriormente ficou conhecido como Rancho da Limeira.A estrada, aberta no meio da vegetação, era utilizada também por tropeiros vindos do Sul, carregados de mantimentos, levando animais de transporte e correspondências para a região das minas.

Neste período a região recebeu muitos posseiros vindos de Mogi-Mirim, Campinas, Itu e Piracicaba, que se fixaram próximos ao Morro Azul, nos Campos do Rio Claro, do Corumbataí, e dos Ribeirões do Tatu e Pinhal.Próximo ao Rancho da Limeira, Cunha Bastos construiu um casebre de pau-a-pique para residir, sendo considerado o fundador de Limeira, pois é o primeiro de quem se tem notícia que realmente fixou residência no local onde, mais tarde, surgiria o povoado de Limeira. Conta-se que por volta de 1.781, uma caravana paulista passando pelo local, trouxe consigo o Frei João das Mercês, que levava uma porção de limas em seu picuá.

O Frei adoeceu, acometido de febres altíssimas, delirava dizendo que as limas estavam envenenadas. Vindo a falecer, foi enterrado, com seu picuá, próximo ao rancho. Tempo depois, nesse local, nasceu uma limeira, e o pouso passou a ser conhecido como Rancho da Limeira.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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