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Fazendas Históricas
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Fazenda Ibicaba

Farta documentação existente no Arquivo do Estado, Centro Municipal de Memória Histórica (Limeira), Cartórios de Piracicaba, Itú, nos acervos de entidades, como Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e Santos, respaldam essa afirmação.

Aliás, vale a pena ressaltar, que além de possuir um dos maiores viveiros cítricos do mundo, a Vila de Limeira, segundo Djalma Forjaz, foi a Meca da grandeza de São Paulo. No Ibicaba, teve início o movimento de colonização, com o qual se pode explicar, o progresso paulista, o porque da sua privilegiada e vantajosa posição, em face dos outros estados do Brasil. Quando se estuda a história brasileira, com imparcialidade, e se observa em todos os estados, a pujança da terra, a riqueza dos terrenos auríferos, a variabilidade da fauna e o tesouro da flora, dando-nos a impressão da terra da promissão, que neles não faltaram em todos os tempos e em todos os lugares, homens de espírito privilegiados, somos indagados, quando vemos a superioridade paulista, se este estado contou com algum elemento, que não existiu nos outros.
 
Concordamos com o autor, quando este cita o Senador Vergueiro, como o principal responsável pela excelência de nosso país, através de uma política de substituição do braço escravo, que culminou com a introdução da colonização estrangeira (imigração), aliás a primeira de cunho particular, que ao contrário das experiências anteriores (oficiais), deu resultado positivo, no desenvolvimento de um sistema de parceria.
 
O Senador Vergueiro, sabia que na imigração repousava os destinos futurosos do Brasil.
Apesar da oposição à sua idéia, que teve seu início em Limeira (Ibicaba), muitos a abraçaram, contemporaneamente, no entanto, ninguém poderá lhe tirar a glória, de ter criado um sistema interessante, para promover a substituição do braço escravo pelo livre.
 
O historiador, Djalma Forjaz, ainda afirma:
"Se hoje, o paulista com orgulho e ufania, repete o conceito do grande escritor italiano, autor do livro, "Grandeza e Decadência de Roma ", de que a cultura do café, foi depois da conquista do Farwest americano, o fato econômico mais notável do Século XIX, , a posteridade dirá: "...a sua grande causa, está nesta política de substituição do escravo". Muitos atribuem a existência deste feito a uma época mais recente, quando, na verdade de iniciativa privada, foi ela promovida em 1840, por Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, que trouxe para o Engenho de Ibicaba, oitenta portugueses do Minho.
 
Eis aí o motivo pelo qual Limeira tem o direito e o dever histórico, de considerar-se "Berço da Imigração Européia" (Cunho Particular).
 
André Rebouças, conceituadíssimo historiador, afirmou em 1883: "A cultura do café, por braços livres, por imigrantes e colonos é um fato consumado, desde muitos anos, na Província de São Paulo. Devem, esta ilustre província e o Brasil tão grande benefício, ao Senador Vergueiro" (Senhor do Ibicaba). Ele reconheceu a grande necessidade de trabalhadores que substituíssem os escravos e concorressem para o aumento da população livre, concluindo, que o sistema de parceria era o mais indicado às nossas circunstâncias, prática esta, que confirmou suas idéias, pois de todos os sistemas ensaiados, foi o seu o único a obter resultados.
 
Em 1846, chegam os alemães no Ibicaba (Limeira), onde Vergueiro dera início ao magnífico empreendimento, no qual encerrava os destinos do Brasil. Reproduzindo o seu tipo, foram num decênio, criadas mais de 60 colônias, totalizando aproximadamente 60.000 imigrantes. Este fato aparelhou a Província de São Paulo, para resistir diferentemente de outras, à grande transformação social, que então se operou com a Abolição.
 
André Rebouças ainda afirma na Propaganda Abolicionista e Democrática: Ah! Se cada Província tivesse um Senador Vergueiro".


Fazenda Morro Azul

Assim como as fazendas do Ibicaba, Quilombo e Santa Gertrudes, a Morro Azul, têm sua origem na Sesmaria do Morro Azul, situada nas cabeceiras do Ribeirão do Pinhal, que em 13/01/1817, foi concedida ao Tenente Joaquim Galvão de França e Manoel de Barros Ferraz. Sua formação ocorreu por volta de 1820.

Seu primeiro proprietário foi o Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, um dos mais importantes defensores da Independência do Brasil. Este nobre cidadão, participou com outros poucos patriotas, oferecendo seu capital, para reposição do dinheiro do Banco do Brasil, cujos cofres, haviam
sido esvaziados pela família real, por ocasião de seu retorno a Portugal. Não é mera coincidência, o nome dado à cidade de Campos do Jordão, e vale a pena observar que o terreno, no qual foi construído o Museu do Ipiranga, pertencia ao influente Brigadeiro.
 
A sede da Fazenda foi construída entre 1868 e 1877, pelo seu filho, Silvério Rodrigues Jordão. Todo o material de construção, canos, blocos, vidros, móveis, portas e janelas, veio da Europa, e a partir de Campinas, em carros de bois, por 120 Km de lamaçais.
 
Enquanto a maioria das fazendas de café têm estilo colonial, são belas e amplas, porém, sem maior criatividade, o Solar da Morro Azul, se destaca pela excelência de seu projeto arquitetônico e sua forma apalacetada, sendo a única sede rural brasileira com azulejos, portugueses e ingleses, utilizados na decoração de sua fachada. No processo de tombamento, ocorrido em 1973, comandado pelo pesquisador, Arlindo de Salvo, foi considerada como, "Talvez o mais requintado exemplar de fazenda do Século XIX".
 
Por ter hospedado, duas vezes o Imperador Pedro II, é conhecida na região, como a Fazenda do Imperador, mais precisamente, como Casa de D. Pedro.
 
Atrativos:
A entrada, com estrada cercada de Palmeiras Imperiais e Pau Ferro, demonstrando proximidade com a Família Real. No interior da casa, o visitante encontrará, papéis de parede franceses e ingleses, gobelinos e quadros antigos, uma bela capela dourada, vizinha à "Sala de Visitas Imperial", lustres e móveis do século XIX, biblioteca, com livros raros e os quartos e camas, em que dormiram, o Imperador D. Pedro II, a Imperatriz e a Princesa Isabel.
 
Na área externa o visitante se deliciará com um riacho de pedras, a floresta com seu centenário jequitibá, a gruta construída pelos escravos e um magnífico conjunto de salas de banho, constituindo as Ruínas das Termas do Imperador. A Fazenda Morro Azul, está aberta para visitações, previamente agendadas, para grupos organizados, com opção para serviço de restaurante. Os passeios, serão acompanhados por guias ou por pessoas ligadas à família proprietária.
 


Fazenda Santa Gertrudes

No ano de 1821, o Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão comprou uma gleba de terras na lendária Sesmaria do Morro Azul pertencente aos irmão Galvão de França e Manuel de Barros Ferraz. Seu filho, o Barão de São João de Rio Claro, fundou em parte desta gleba, em 1854, a Fazenda Santa Getrudes.

O nome de Santa Gertrudes foi posto pelo Barão em homenagem à memória de sua mãe D. Gertrudes Galvão de Moura Lacerda.
 
Após a morte do Barão, sua mulher e viúva Baronesa D. Maria Hipólita dos Santos casa-se, em 1873, com o Marquês de Três Rios que assim passou a ser o 2º proprietário da fazenda. Por sua iniciativa a fazenda foi servida pela estrada de ferro, que trouxe grande progresso e desenvolvimento à região.
 
Por morte do Marquês e de sua mulher, que não deixaram geração, a fazenda foi herdada por D. Antônia dos Santos Silva Prates, irmã da Marquesa de Três Rios e casada com o Conde de Prates. Foi exatamente nesta época e por iniciativa do Conde, homem influente e grande empreendedor, que a fazenda atingiu seu maior apogeu.
 
Entre 1890 e 1910, o Conde construiu uma das maiores e mais tecnificadas estruturas de plantação, benefício e comercialização do café, que implicava em carpintaria, ferraria, selaria, tulha de café, máquinas de benefício, armazéns, mercearia, escola, cinema, cocheiras, currais, barragens, aquedutos, igreja, mirantes, usina a vapor para fornecimento da energia elétrica, além de cunhar sua própria moeda.
 
Toda essa estrutura continua preservada. São mais de vinte e dois mil metros quadrados de construção, harmoniosamente criada, pelo bom gosto de um arquiteto francês que, há mais de um século, se sujeitava às regras de um plano diretor bem elaborado.
 
Nas primeiras décadas do Século XX, a Fazenda foi sempre considerada modelo e por isso foi visitada por pessoas ilustres, que chegavam de São Paulo, vindas de trem e eram recebidas na estação da Vila, antes chamada Gramado e hoje Santa Gertrudes, pelo Conde de Prates, com suas carruagens sempre reluzentes e impecáveis.

Atrativos
A fazenda, com sua arquitetura francesa e já centenária, recebe visitas, levando-as aos tempos áureos do café, desde a colheita até ao embarque, na estação de trem, passando por todos os processos intermediários.
 
O percurso com duração aproximadamente de duas horas, permitirá ao visitante uma idéia real do trabalho e da técnica empregada numa época, na qual todo o transporte era efetuado em lombo de burro, de carroção ou em carros de bois, e a energia elétrica provinha do vapor e de rodas de água, a mão-de-obra era toda importada da Europa, além de todos os produtos acabados como: o ferro, o cimento e as telhas.
 
A Rede Globo escolheu uma das fazendas históricas do Projeto Regional concebido e administrado pela Secretaria da Cultura, Turismo e Eventos de Limeira, a Fazenda Santa Gertrudes, para cenário da novela Esperança, fato que chamou atenção dos turistas, para outras fazendas do Projeto como: Itapema, Quilombo, Ibicaba.
 

Fazenda Quilombo

Fundada na década de 1870, pelo Dr. Ezequiel de Paula Ramos e sua esposa Ana Eufrosina Jordão, a Fazenda Quilombo, foi constituída a partir de uma área desmembrada da Fazenda Morro Azul, recebida como herança, por Ana, filha de Silvério Rodrigues Jordão, proprietário da mesma.
 
A exploração econômica da fazenda, inicia-se, com a formação de cafezais, sendo que o conjunto composto por terreiros, lavadores, tulhas, casa da administração e casa sede, foram concluídas em 1892.
 
Nesta época a mão de obra era constituída, principalmente por colonos, italianos, espanhóis e alemães, estimando-se a população da fazenda , em cerca de 500 pessoas.
 
A parte mais alta do Morro Azul, nosso referencial mais antigo e importante, onde estão plantadas as centenárias palmeiras imperiais, constitui-se um mirante, de grande importância histórica. A fazenda está preparada para propiciar aos visitantes, caminhadas e passeios à cavalo, pelas encostas do morro, em meio às lavouras de café, laranja e mata nativa, locais privilegiados, com uma bela visão das cercanias.
 
Seu atual proprietário, bisneto dos fundadores, mantém a Fazenda Quilombo, uma propriedade centenária, continuando a desenvolver a lavoura de café. Na época da colheita (maio a setembro), toda a infra-estrutura, para secagem e preparo, datada do século XIX, pode ser observada, em pleno funcionamento.
 
O visitante poderá ainda pescar, conhecer a criação de cavalos (Quarto de Milha), e desfrutar a beleza da reserva ecológica.


Fazenda Citrus

Fundada em 1924, a Fazenda Citra é conhecida internacionalmente pela produção e comercialização de milhares de espécies, entre plantas, frutíferas e ornamentais. Inicialmente produziu laranja e seus fundadores foram co-participantes, das primeiras exportações para a Europa. Após este período, a fazenda vem se dedicando à produção de plantas frutíferas e ornamentais.
 
Para lá foram trazidas e aclimatadas várias árvores e arbustos, muitos deles, raros e exóticos, constituindo-se num verdadeiro jardim botânico.
 
Possui ainda uma grande produção de Noz Macadamia (200 ton/1998), Noz Pecam e frutas cristalizadas, as quais são comercializadas diretamente com o consumidor. É responsável pela introdução e propagação de inúmeras espécies de plantas no país e a sua comercialização é a principal atividade da Fazenda.

Atrativos:
Os viveiros de plantas exóticas e ornamentais, para amantes da natureza e colecionadores é o principal atrativo da fazenda e o visitante, poderá também apreciar o processo de beneficiamento da Noz Macadamia, que é comercializada na fazenda.

Turismo
Através de uma caminhada pelas dependências dos viveiros os visitantes conhecerão plantas exóticas e raras. Receberão demonstrações de enxertia, método de formação de mudas, beneficiamento de nozes e visitarão o museu, onde conhecerão a história e a evolução da produção agrícola da fazenda.
 
Ao final da visitação, será servido um lanche, com sucos de frutas exóticas da época.
 
As visitas deverão ser agendadas previamente, para grupos pré estabelecidos.
 
A Fazenda Citra, está aberta de segunda à sexta das 8:00 às 17:00 horas para comercialização de mudas no varejo.


Fazenda Itapema

A Fazenda Itapema fundada em 1860, é resultado do desbravamento de um trecho da Mata Atlântica, numa iniciativa pioneira do Coronel Sebastião de Barros Silva. Utilizando mão de obra escrava, foram construídos os galpões, os terreiros de café, a senzala e a sede, preservados até os dias atuais.
 
No final do século XIX, passa para as mãos da família Levy, representada pelo primogênito Major José Levy Sobrinho. O Major, como era carinhosamente conhecido pelos limeirenses, foi figura importante, não só no cenário político da cidade de Limeira como do estado de São Paulo.

Turismo:
É uma fazenda de cunho histórico-pedagógico.
 
O visitante fará uma viagem ao passado, através da arquitetura de suas construções e dos seus equipamentos ainda em funcionamento.

Tanque Brasil e seus Jambolões
Faça um alegre passeio em trenzinho coberto, ao redor de um tanque, com formato do mapa do Brasil, numa alameda de jambolões.
 
Visite o museu da cachaça e aprenda como funciona a fabricação da aguardente Itapema, envelhecida por 45 anos em tonéis de madeira.
 
Conheça uma colônia de bicho da seda, em um formigueiro, em atividade.

Torre de Petróleo
Uma torre erguida, por ocasião da 1ª. prospecção de petróleo, feita na região entre Limeira e Rio Claro na década de 30, encontra-se montada ao lado da sede.
 
Marque sua presença, plantando uma muda frutífera, no "Pomar dos Visitantes".
 
A fazenda foi escolhida, pela Rede Globo, para cenário do programa "Caminhos da Roça", que é veiculado aos sábados de manhã.

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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